TInha AGOra uma rasa felicidade transbordando dos olhos...algo inesperado, confuso, indefeso e inocente... um traçoeiro sentimento aprisionado no coração por tantos anos que veio, com um gesto simples e infantil, à tona...
dando as caras com um olhar baixo... e um esboço de meia volta que significou muito mais que mil palavras jogadas ao vento... um simples, TImido e AGuçadO gesto que liberou todo cuidado desejo de cinco anos... e TIrando a tristeza que AGOrava o peito o toque dos lábios tão esperado revelou o desTIno traçado em AGOsto há 5 anos... ele era dela e ela dele... já era para ser assim...
a dolorosa passagem dos segundos só ensinou à cabeça e aos senTImentos AlGO já sabido por ambos... a vida é uma roda gigante...
na roda viva da felicidade dois corpos opostos se encontram em vidas absurdamente diferentes mas por opção vivem a mesma... os olhos brilham, o sorriso vem sem TItubear do âmAGO do peito, as mãos se encontram, os braços se entrelaçam como em desespero... é como último momento de vida... TIragem do afAGO de amor... suspiro antecessor do nirvana... a pele se encosta, a face se cora com o calor alheio, o inconsciente reconhece o cheiro do carinho, um peito noutro...
é o auge da felicidade mútua... momento transcendente de uma alma dividida.... elevação... um tempo fora do relógio, incontável, imensurável... a felicidade é uma dádiva pertencente a poucos e únicos... o universo não pertence a ninguém senão aos dois... o sorriso não é máscara, as palavras não são pesadas... são seres livres, voadores da alegre plenitude... dócilmente leves e simples... cúmplices do mesmo crime... TInha AGOra o amor....
terça-feira, 4 de novembro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
MINHA SIM CITY

Aprendeu a se virar sozinha, em caça ao lusco-fusco, deu voltas sem parar no stand alegórico do seu incansável ser e viu com suas próprias unhas e dentes aquele ser incrível dando de ombros com o que parecia ser mais o eu lírico que um personagem sem cérebro que continha gelo seco correndo pelas veias.
E no cair da bola de fogo no céu azul da tarde pútrida os minúsculos seres faziam daquela maldita banheira de baba e mijo um parque de diversões enquanto sentada no canto o funk dominava os tímpanos meio aguçados de quem tem uma paixão e ela se chama Rock'n Roll.
O que tinha que estar límpido como vinho tinto descendo pela guela da menina viciada em qualquer tipo de alucinógeno, o estilo andrógeno lhe trouxe dúvidas, perguntas dúbias, respostas ambíguas.
A vida lhe tornara amarga como doce cru de ameixa seca, e os cortes profundos no coração pulsante lhe faziam enxugar as maçâs molhadas da água salgada que lhe escorria dos globos. E seus oculares transbordando eram tomados pela alma que cuspia com raiva as lâminas que lhe eram fincadas com olhares.
E acordou no meio da madrugada, com o canto do sabiá à sua esquerda e os berros do casal aos prantos à direita... deu de costas para a cidade... Elevou seu dolorido e jovem corpo sobre a banqueta escrota e miúda do balaústre... era mais alta que todas as construções de concreto cinza da cidade que lhe pertencia... fechou suas lacrimejosas e relutantes pálpebras e cansada largou os ombros por sobre o ferro preto que dividia o mundo real do surreal....
E ELA, LIVRE, LEVE E SOLTA.... VOOU. SEU ÚLTIMO LONGO VÔO DE 10 CURTOS ANDARES.
E no cair da bola de fogo no céu azul da tarde pútrida os minúsculos seres faziam daquela maldita banheira de baba e mijo um parque de diversões enquanto sentada no canto o funk dominava os tímpanos meio aguçados de quem tem uma paixão e ela se chama Rock'n Roll.
O que tinha que estar límpido como vinho tinto descendo pela guela da menina viciada em qualquer tipo de alucinógeno, o estilo andrógeno lhe trouxe dúvidas, perguntas dúbias, respostas ambíguas.
A vida lhe tornara amarga como doce cru de ameixa seca, e os cortes profundos no coração pulsante lhe faziam enxugar as maçâs molhadas da água salgada que lhe escorria dos globos. E seus oculares transbordando eram tomados pela alma que cuspia com raiva as lâminas que lhe eram fincadas com olhares.
E acordou no meio da madrugada, com o canto do sabiá à sua esquerda e os berros do casal aos prantos à direita... deu de costas para a cidade... Elevou seu dolorido e jovem corpo sobre a banqueta escrota e miúda do balaústre... era mais alta que todas as construções de concreto cinza da cidade que lhe pertencia... fechou suas lacrimejosas e relutantes pálpebras e cansada largou os ombros por sobre o ferro preto que dividia o mundo real do surreal....
E ELA, LIVRE, LEVE E SOLTA.... VOOU. SEU ÚLTIMO LONGO VÔO DE 10 CURTOS ANDARES.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Un maison s'apelle Leia Mais
Nada irrita mais que estar concentrada em uma atividade e alguma coisa vem atrapalhar. É como estar lendo um livro e algúem vem lhe perguntar que horas são... ou estar estudando e aquele seu meio-amigo vem com aquela meia-conversa do meio-tempo que vocês ficaram meio sem se falar. Ou quando no rádio começa tocar aquela musica que você adora mas que quase nunca toca e você está há um seculo sem ouvir, mas alguem tem que vir e abaixar o volume para lhe perguntar alguma coisa inútil da qual voce num tem noção a resposta e nem se soubesse responderia. Quando a pessoa finalmente desiste, voce aliviado se dirige ao radio louco para aumentar o volume e.... pronto, vem aquele radialista maldito anunciando alguma promoção que você com certeza não fará parte nos últimos minutos de solo do seu guitarrista favorito. É o fim.
Você está lá, sentada tomando seu cafézinho (modo de se falar, pois se trata de uma xícara de quase meio litro do líquido, que fará voce ficar acordada pelas próximas 24 horas...), sua prova de francês será dentro de uma hora, e voce desesperada precisa estudar feito uma louca... Mal coloca o adoçante no seu baldinho de café e comete o erro, sim, o erro pior das pessoas hiperativas... olha para o lado esquerdo, para a calçada... uma olhadinha de leve, inofensiva.... mas ele está lá, passeando com o seu cachorro, Maddox maldito! Mas calma... ainda há uma chance de que ele não note a sua mísera exisência.... reze... se esconda por trás de suas curtas e lisas madeixas... Não! Não! Não!
-Oi!!
-Oi - voce por educação comete seu segundo erro - Tudo bom?
- Ah.... - ele por ser um carente miserável sem amigos - indo né.. sabe como é neh... blá blá blá blá blá blá blá
Já na segunda palavra voce se distraiu com as folhinhas caindo da árvore atrás do ser, que em todo seu enraizamento consegue ser mais interessante que a vida do infeliz tagarelando na sua frente. É o fim, ele faz uma pausa... você dá aquele sorriso amarelo de quem não tem nada a ver com a vida alheia e só queria uns minutinhos de paz para estudar... mas ele é incansável... conta toda sua vida amorosa (como se você fosse obrigada a ouvir... puft!) ... e continua... anos no divã são despejdos em cima de você e do seu livrinho de francês.... outra pausa... ele te olha, olha seu livro, seu café que a essa altura já esta frio....
- Opa! Deixa eu ir... você tem que estudar!
- (ufa!) Ah! É mesmo... hehehe - ai voce comete o seu 3º erro tentando ser simpática - agente se encontra por aí!
O sujeito dá 2 passos e meio... você já aliviada já coloca os óculos em preparação para voltar para seu "petit monde" mas..... ele se vira....
- Ah! Você vai no show da pessoa X?
Ahhhhhh aí minha filha errar é humano, mas dessa vez a culpa foi sua... o sujeito é incansável!!! Ai meu bem, encosta na cadeira, dá um gole no seu café gelado, acende um cigarro e desencana da prova... porque a conversa vai looonge............
Você está lá, sentada tomando seu cafézinho (modo de se falar, pois se trata de uma xícara de quase meio litro do líquido, que fará voce ficar acordada pelas próximas 24 horas...), sua prova de francês será dentro de uma hora, e voce desesperada precisa estudar feito uma louca... Mal coloca o adoçante no seu baldinho de café e comete o erro, sim, o erro pior das pessoas hiperativas... olha para o lado esquerdo, para a calçada... uma olhadinha de leve, inofensiva.... mas ele está lá, passeando com o seu cachorro, Maddox maldito! Mas calma... ainda há uma chance de que ele não note a sua mísera exisência.... reze... se esconda por trás de suas curtas e lisas madeixas... Não! Não! Não!
-Oi!!
-Oi - voce por educação comete seu segundo erro - Tudo bom?
- Ah.... - ele por ser um carente miserável sem amigos - indo né.. sabe como é neh... blá blá blá blá blá blá blá
Já na segunda palavra voce se distraiu com as folhinhas caindo da árvore atrás do ser, que em todo seu enraizamento consegue ser mais interessante que a vida do infeliz tagarelando na sua frente. É o fim, ele faz uma pausa... você dá aquele sorriso amarelo de quem não tem nada a ver com a vida alheia e só queria uns minutinhos de paz para estudar... mas ele é incansável... conta toda sua vida amorosa (como se você fosse obrigada a ouvir... puft!) ... e continua... anos no divã são despejdos em cima de você e do seu livrinho de francês.... outra pausa... ele te olha, olha seu livro, seu café que a essa altura já esta frio....
- Opa! Deixa eu ir... você tem que estudar!
- (ufa!) Ah! É mesmo... hehehe - ai voce comete o seu 3º erro tentando ser simpática - agente se encontra por aí!
O sujeito dá 2 passos e meio... você já aliviada já coloca os óculos em preparação para voltar para seu "petit monde" mas..... ele se vira....
- Ah! Você vai no show da pessoa X?
Ahhhhhh aí minha filha errar é humano, mas dessa vez a culpa foi sua... o sujeito é incansável!!! Ai meu bem, encosta na cadeira, dá um gole no seu café gelado, acende um cigarro e desencana da prova... porque a conversa vai looonge............
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
JÁ DIZIA BOB....
"A MAIOR COVARDIA DE UM HOMEM É DISPERTAR O AMOR DE UMA MULHER SEM TER A INTENÇÃO DE AMÁ-LA"
LIKE A BIRD
Esistem dois tipos de pessoas: as racionais e as emocionais.
As emocionais são pessoas tomadas pela cegueira do coração. Estão sempre à procura do amor, da felicidade, do companheirismo, mesmo que para isso precisem passar por cima dos próprios planos e objetivos. Para estas o mundo está sempre prestes a acabar e a decisão momentânea é a que importa, não existe resto, não existe depois, não têm consequencias atos não pensados. Para essas, o "Bom" é a felicidade eterna e o "Ruim" é o fim, intenso, tudo à flor da pele.
As racionais simplesmente não têm pele. Tudo que falam e fazem é milimetricamente planejado, não há uma reação sem um objetivo. Toda relação é um jogo, as pessoas são peças a serem manipuladas, marionetes. Para esse tipo de pessoa, a felicidade é uma forma de alienação e o amor é a desculpa para carência. Para essas pessoas o que não pode ser explicado simplesmente não faz sentido. O que move suas atitudes não é a paixão ou o coração, o que as move é a porcentagem de erro, qualidades e defeitos colocados em uma balança.
No fundo ambas vivem infelizes... nenhuma nunca encontra o que procura.... uma joga com a cabeça, outra com o coração, mas ambas jogam o mesmo jogo. O jogo da vida onde todos terminarão no mesmo lugar, sem se dar conta que pensando ou sentindo nada importa. O importante é ser livre. Livre de qualquer pessoa, de qualquer objeto, pensamento ou pré-conceito. O que importa é poder fazer o que quiser na hora que quiser sem ter que dar satisfações, se preocupando com o que possa vir a acontecer depois, mas tendo certeza que arcará com as consequencias sozinho e ninguém mais será prejudicado por suas decisões. O que importa é ser livre, leve, único, sozinho, mas feliz. Eternamente feliz de uma alienação racional.
As emocionais são pessoas tomadas pela cegueira do coração. Estão sempre à procura do amor, da felicidade, do companheirismo, mesmo que para isso precisem passar por cima dos próprios planos e objetivos. Para estas o mundo está sempre prestes a acabar e a decisão momentânea é a que importa, não existe resto, não existe depois, não têm consequencias atos não pensados. Para essas, o "Bom" é a felicidade eterna e o "Ruim" é o fim, intenso, tudo à flor da pele.
As racionais simplesmente não têm pele. Tudo que falam e fazem é milimetricamente planejado, não há uma reação sem um objetivo. Toda relação é um jogo, as pessoas são peças a serem manipuladas, marionetes. Para esse tipo de pessoa, a felicidade é uma forma de alienação e o amor é a desculpa para carência. Para essas pessoas o que não pode ser explicado simplesmente não faz sentido. O que move suas atitudes não é a paixão ou o coração, o que as move é a porcentagem de erro, qualidades e defeitos colocados em uma balança.
No fundo ambas vivem infelizes... nenhuma nunca encontra o que procura.... uma joga com a cabeça, outra com o coração, mas ambas jogam o mesmo jogo. O jogo da vida onde todos terminarão no mesmo lugar, sem se dar conta que pensando ou sentindo nada importa. O importante é ser livre. Livre de qualquer pessoa, de qualquer objeto, pensamento ou pré-conceito. O que importa é poder fazer o que quiser na hora que quiser sem ter que dar satisfações, se preocupando com o que possa vir a acontecer depois, mas tendo certeza que arcará com as consequencias sozinho e ninguém mais será prejudicado por suas decisões. O que importa é ser livre, leve, único, sozinho, mas feliz. Eternamente feliz de uma alienação racional.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
ROCKSTAR
Essa é pra vc... Sem dúvidas...
Ela estava lá... com sua revista em mãos, preparada para o que viesse a seguir... A intenção não era que ele a visse... mas que soubesse que esteve lá... A intenção era cumprir a promessa, e talvez, lá no fundo, a intenção fosse vê-lo só mais um pouquinho, sem maldade, sem intenções.
Um atraso confundiu seus planos... uma saída rápida para o banheiro desconstruíu sua idéia. Nesse momento sentiu um toque suave em seu ombro direito... era ele... Juan Pablo... com todo seu charme, seu mistério... Por um momento, um segundo, o mundo parou... Carmen Juanita não sabia como reagir e o sorriso não conseguia sair de seu rosto. Um abraço, era tudo que ela precisava naquele momento, e foi o que ela recebeu... A saudade continuava, mas só o fato de estar frente a frente com ele já era o suficiente... nada mais importava.
Não queria tomar seu tempo, só estava lá para observar... não queria atrapalhar o momento dele, um momento importante que Juanita não perderia por nada... Mesmo que tivesse que ficar longe, não estar ao seu lado, queria estar presente queria que ele soubesse que ela estaria quando ele precisasse, quando ele menos imaginava....
Juanita fugiu... não dele, ela não conseguiria se afastar por vontade própria... ela precisava de ar... sentada a céu aberto, lendo uma matéria sobre o Rush, ouve o som de um violão. Aquele som entra pelos seus ouvidos e toma conta de seu corpo todo. Era ele, Juan Pablo sentado a poucos metros ensaindo minutos antes de seu show... Juanita não conseguia tirar os olhos... era mais forte que qualquer matéria... Encantada, admirava sem piscar. Os acordes dançando no ar, sapateando rumo a seus ouvidos... De costas ele escorregava os dedos sobre o braço do violão como um dia escorregara sobre seu corpo... e ela não pode deixar de imaginar....
Juan entrou sem nem olhar para trás, e aquilo atravessou o coração de Juanita como uma faca... Mas ela nem ligava... não esperava nenhuma reação dele, menino misterioso, cujos sentimentos e pensamentos eram absolutamente desconhecidos.
A hora chegou. Sentada na primeira fileira, na primeira cadeira do corredor, de pernas cruzadas não tirava o olho do palco... A voz do menino sentado ao seu lado não fazia mais sentido em sua cabeça e tudo que conseguia pensar era no brilho que a guitarra de Juan reproduzia nos seus olhos... Um brilho de admiração, de orgulho, de felicidade, e Carmen já não sabia mais o que sentia... sentia-se feliz e extasiada por estar ali o vendo no palco... Estava feliz simplesmente por vê-lo realizado... E ficava alegre de ver o sorriso estampado no rosto de Juan... De repente Juan Pablo deixou transparecer sentimentos e Juanita, pela primeira vez, não achou tão difícil decifrá-lo...
Era tudo que ela precisava... Era tudo que ela queria: ele, naquele estado que ele se encontrava, lá em cima do palco, radiante, lindo, feliz... Sem querer ela começou a achar que não era tão impossível.....
Ela estava lá... com sua revista em mãos, preparada para o que viesse a seguir... A intenção não era que ele a visse... mas que soubesse que esteve lá... A intenção era cumprir a promessa, e talvez, lá no fundo, a intenção fosse vê-lo só mais um pouquinho, sem maldade, sem intenções.
Um atraso confundiu seus planos... uma saída rápida para o banheiro desconstruíu sua idéia. Nesse momento sentiu um toque suave em seu ombro direito... era ele... Juan Pablo... com todo seu charme, seu mistério... Por um momento, um segundo, o mundo parou... Carmen Juanita não sabia como reagir e o sorriso não conseguia sair de seu rosto. Um abraço, era tudo que ela precisava naquele momento, e foi o que ela recebeu... A saudade continuava, mas só o fato de estar frente a frente com ele já era o suficiente... nada mais importava.
Não queria tomar seu tempo, só estava lá para observar... não queria atrapalhar o momento dele, um momento importante que Juanita não perderia por nada... Mesmo que tivesse que ficar longe, não estar ao seu lado, queria estar presente queria que ele soubesse que ela estaria quando ele precisasse, quando ele menos imaginava....
Juanita fugiu... não dele, ela não conseguiria se afastar por vontade própria... ela precisava de ar... sentada a céu aberto, lendo uma matéria sobre o Rush, ouve o som de um violão. Aquele som entra pelos seus ouvidos e toma conta de seu corpo todo. Era ele, Juan Pablo sentado a poucos metros ensaindo minutos antes de seu show... Juanita não conseguia tirar os olhos... era mais forte que qualquer matéria... Encantada, admirava sem piscar. Os acordes dançando no ar, sapateando rumo a seus ouvidos... De costas ele escorregava os dedos sobre o braço do violão como um dia escorregara sobre seu corpo... e ela não pode deixar de imaginar....
Juan entrou sem nem olhar para trás, e aquilo atravessou o coração de Juanita como uma faca... Mas ela nem ligava... não esperava nenhuma reação dele, menino misterioso, cujos sentimentos e pensamentos eram absolutamente desconhecidos.
A hora chegou. Sentada na primeira fileira, na primeira cadeira do corredor, de pernas cruzadas não tirava o olho do palco... A voz do menino sentado ao seu lado não fazia mais sentido em sua cabeça e tudo que conseguia pensar era no brilho que a guitarra de Juan reproduzia nos seus olhos... Um brilho de admiração, de orgulho, de felicidade, e Carmen já não sabia mais o que sentia... sentia-se feliz e extasiada por estar ali o vendo no palco... Estava feliz simplesmente por vê-lo realizado... E ficava alegre de ver o sorriso estampado no rosto de Juan... De repente Juan Pablo deixou transparecer sentimentos e Juanita, pela primeira vez, não achou tão difícil decifrá-lo...
Era tudo que ela precisava... Era tudo que ela queria: ele, naquele estado que ele se encontrava, lá em cima do palco, radiante, lindo, feliz... Sem querer ela começou a achar que não era tão impossível.....
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
SEM QUERER...
E de repente os segundos viraram minutos...
e os minutos viraram horas...
as horas semanas....
E quando me dei conta os mesese já eram anos
anos sem te ver
sem falar com você...
E sem querer
vi que já era tarde demais...
E sem querer
vi que o tempo e chance passaram
E sem querer
vi que eu já não tinha mais o tempo de te querer.....
e os minutos viraram horas...
as horas semanas....
E quando me dei conta os mesese já eram anos
anos sem te ver
sem falar com você...
E sem querer
vi que já era tarde demais...
E sem querer
vi que o tempo e chance passaram
E sem querer
vi que eu já não tinha mais o tempo de te querer.....
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